RADIOLOGIA - Orientando o Paciente
Extraído da Revista APCD V.54,
N6, nov/dez 2000
Prof. Dr. Israel Chilvarquer
Espec. e Mestre em Radiologia Odontológica pela USP
Oque é radiografia?
A radiografia é o registro
fotográfico de uma imagem produzida pela passagem de uma
fonte de raios X através de um objeto.
Quando surgiu a radiografia
e para que ela serve?
Um século depois da descoberta
dos raios X por Wilhelm Conrad Rõentgen, o exame radiográfico
ainda representa uma "ferramenta" fundamental do exame
clínico, e sua validade é diretamente proporcional
à quantidade de informações que oferece. Assim
sendo, podemos dizer que o exame radiográfico auxilia o diagnóstico,
colabora no plano de tratamento, orienta e controla a terapêutica.
Quais são os exames
radiográficos na rotina odontológica?
O cirurgião-dentista costuma
executar os exames intrabucais no seu consultório e solicita
as técnicas extrabucais para serviços especializados.
Na atualidade, a maioria das especialidades utiliza a técnica
panorâmica por ser de fácil execução
e pelo fato de que, numa radiografia, visualizam-se as estruturas
que compõem o complexo maxilomandibular, assim como estruturas
anexas, como órbitas, seios maxilares, fossa nasal e articulações
temporomandibulares.
O que são os chamados métodos
recentes aplicados à Radiologia Odontológica?
A imagem radiográfica nada
mais é que a projeção de uma estrutura anatômica
tridimensional numa superfície plana (filme radiográfico).
Modemamente, o cirurgião-dentista dispõe de urna série
de exames nos Serviços de Radiologia. Tais exames especiais
fornecem subsídios em terceira dimensão que facilitam
todos os procedimentos terapeuticas. Dentre eles, podemos citar
os métodos de localização de corpos estranhos,
dentes inclusos ou, simplesmente, de lesões que podem ocorrer
na maxila e/ou na mandíbula. Pelo fato de esses exames darem
a noção da terceira dimensão, os procedimentos
cirúrgicos são mais precisos e genericamente menos
agressivos.
Outro tipo de exame bastante difundido nos dias atuais é
a tomografia das articulações temporomandibulares.
Cefaléias, dores de ouvido,
diminuição da audição, zumbidos e dores
orofaciais podem estar associadas aos chamados distúrbios
temporomandibulares. A reabilitação oral sofreu nos
últimos anos um processo revolucionário associado
à descoberta e ao desenvolvimento dos chamados implantes
osseintegrados. Somente com os métodos de localização
para implantes, executados com tomografias especiais para visualizar
os rebordos alveolares, é possível prever a quantidade
de tecido ósseo remanescente, assim como visualizar a relação
com reparos anatômicos considerados nobres.
O cirurgião-dentista moderno
só consegue efetuar esses procedimentos cirúrgicos
com segurança por meio desse tipo de exame.
As radiografias oferecem
algum risco aos pacientes?
Embora tenhamos um certo risco radiobiológico
no uso dos raios X, pesquisas científicas comprovaram que
o risco associado ao uso das técnicas radiográficas
intrabucais, das panorârmicas e das tomografias odontológicas
é menor do que o risco da radiação de fundo
ambientar (radiação cósmica, radiação
do solo, raios ultravioleta) a que estamos expostos, querendo ou
não.
As doses de radiação
das radiografias usadas na Odontologia, genericamente, são
extremamente pequenas.
Mesmo assim, hoje dispomos de tecnologia
para minizar os possíveis danos oriundos das radiações
ionizantes na rotina odontológica. Podemos citar o uso de
aventais plumbíferos, filmes ultra-rápidos, aparelhos
calibrados e processamento automático.
De posse desses conhecimentos,
podemos afirmar que os riscos são infinitamente menores que
os benefícios oriundos da Radiologia, ou melhor, da Imagenologia,
na prática da Odontologia Moderna.
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